2 - Funding: new strategies?

Could the ever intermittent, precarious situation of the cultural and creative sector be changed? Can we develop new and more assertive state funding programs aimed at the arts? Would it make sense to talk about reduced services? In addition to reflecting on public funding, whether granted by Central or Local Administrations, this workshop will also serve to provide a floor upon which the position taken in terms of private funding and the new forms tested in recent years, such as crowdfunding and using digital marketing, may be analysed.

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5 Comments
Sónia Honório
Artista Plástica
13 Jul 2020
Ser artista deveria ser considerada uma profissão equivalente ao professor. Um educa pela arte, ensinando a desenvolver pensamento crítico, o outro educa pelas letras e números, ensinando ferramentas para se desenvolver o individuo em seu saber fazer. O mecenato, os patronos, as empresas. Estas ultimas deveriam ter um departamento de arte assim que o numero de funcionários fosse superior a vinte. As práticas artísticas, criativas e interativas traduzem bem estar, melhorando a auto estima elevando a fasquia de se Ser e de se saber Fazer.
Luis Figueiredo
Técnico Superior
21 Jun 2020
Explorar novas fontes de financiamento, examinar técnicas criativas de marketing, avaliar a contribuição dos museus na economia local são alguns dos temas emergentes do pósCóvid-19 que a todos preocupa.
Na Europa - com a grande excepção da Inglaterra - continua a prevalecer uma ideia do museu como entidade estática que apenas preserva o património. Nos Estados Unidos, os museus promovem inúmeras iniciativas para sobreviver e tornar-se rentáveis.
No momento actual em Portugal, onde a mudança se impõe, importa reflectir de forma acertada para melhor definir estratégias e estabelecer prioridades. Devemos repensar as dinâmicas instaladas, porventura mais resistentes à mudança.
Deveremos estar interessados na permeabilidade dos museus ao que se passa no mundo, por oposição aos tradicionais procedimentos, comprometidos com uma actividade mais hermética e exclusiva dos museus. Porque na verdade a mudança dá-se com as pessoas e com os profissionais enquanto facilitadores da mudança nas instituições. E aqui a palavra-chave é formação, boa formação, e o exercício de espírito crítico.
Luis Figueiredo
Técnico Superior
27 May 2020
A questão do financiamento da Cultura, das Artes e dos Museus é efetivamente um tema emergente neste periodo pós confinamento Covid-19 e de abertura gradual e faseada dos espaços, onde a Arte e a Cultura se confundem. Os Museus estão neste quadro onde se colocam problemas de ordem financeira mais acentuados. Desde a sua missão de não recebedora de dividendos às dificuldades dos Municípios em gerar o financiamento para as suas atividades.
Pergunta-se a razão de este financiamento não estar assegurado pelo próprio Orçamento Geral do Estado, com rubricas próprias e a exemplo de outras disciplinas como a Educação ou a Saúde, e que passe pela atribuição de verbas equilibradas à despesa através de uma delegação de competências entre a Administração Central (Ministério da Cultura) e as Autarquias Locais, onde o factor de proximidade, e de sensibilidade, é maior.
Outra preocupação neste momento tem a ver com os profissionais e agentes culturais, que em situação precária como a que estão a viver, mesmo assim, não deixam de fazer a sua parte na promoção de conteúdos artísticos (mesmo correndo o risco de não receberem) e promovem manifestações por todo o lado onde a pandemia ainda deixa algum sobrevivente. Estejamos com a esperança e a força necessária para invertermos estes ciclos menos conseguidos e para que a Cultura não continue a ser o parente pobre da nossa sociedade.
Patrícia Martins
Técnico Superior de Animação Cultural
22 May 2020
Os profissionais da cultura e das artes são em cenários de crise, como este, muitas vezes os primeiros a ceder voluntariamente o seu trabalho, organizando-se em eventos solidários ou unindo-se a causas pro bono. Aconteceu também durante a crise pandémica e muitos não deixaram de o fazer mesmo em situação precária e de rendimentos em risco iminente ou efetivo.
Seria importante pensarem-se as artes como parte integrante e constituinte da cultura de um povo, de um território, da identidade individual e coletiva, e como um bem essencial como a saúde ou educação. Nesse sentido seria importante refletir na possibilidade de acesso a conteúdos pagos no campo artístico e nesta fase adaptada, (que esperamos todos que seja transitória) sensibilizar a comunidade para a necessidade de liquidez dos profissionais da cultura e das artes. Será hoje e sempre necessário pensar a valorização dos bens culturais e do acesso aos mesmos seja ou não por intermédio do acesso aos conteúdos digitais.


Hristina Mikic
cultural economist, UNESCO Chair, University of Arts Belgrade
17 May 2020
It is unrealistic to expected important changes in socio-economic position of artists and cultural workers. But, certainly COVID19 effects will influence reconsideration of the state funding. It will primarily refer to new mechanism of sustainable and fair financing of culture. Various short surveys are being circulated in the arts and culture sector concerning the impact of the corona crisis in Serbia. All of them give different projections about economic status of art and culture activates, but common to all of them that they showed different dimension of the vulnerability of cultural and creative sectors.
It is evident several professional changes in the cultural and creative sector have come into effect due to the COVID-19, but also it shows insensitivity of cultural policy to economic issue of cultural sector, as well as the lack of capacity for prompt policy responses to the COVID-19 crisis in culture and creative sector. There was no any kind of recommendations or policy proposals from the side of the Prime Minister Council for Creative Industries or the National Council for Cultural Affairs, which are responsible to give policy proposals for improving financing framework in culture and creative sector.
It can be expected new, but no more assertive state funding programs in arts and culture in Serbia. It seems, that it is necessary to work first on the agility of state funding programme and the new state funding programmes able to respond quickly on arts and culture sector needs. State funding programmes should be evaluated and revised in accordance with their impacts on the development of the art and cultural sector.
The most important is, that the new state funding programmes should be based on the code of fair practices. This means to integrate and strengthen sustainable economic principals into cultural and art practices funding; to boost diversity of cultural expressions; strengthening transparency; offer fair funding collaborations; affirm fair market and fair trade in art and culture, as well as ensure sustainability of cultural and artistic work.
After rebalancing the state budget, funding for cultural and art activates is reduced. This reduction is about 20% and this approach to funding culture is opposite to the appeals at the international level. In a situation when UNESCO, the European Commission and other international organizations call for better commitment to financing culture, government of Serbia reduce funding resources for cultural activates. Therefore, it can be expected that in case of lack of funds, the next step will be to reduce services. Therefore, it can be expected that in the case of crisis with state finances, the next step will be to reduce cultural and art services.