9 – The challenges of cultural management

The role of curatorship, in which meanings and narratives are produced, will probably be reinforced. It will, however, be subject to complex, ever-evolving challenges posed by trends such as hybridism and the “on-demand” nature of what the younger generations are now seeking out. These new generations of digital natives multitask with everything they do, leading to necessary changes being made in the way in which culture is shared with them, starting with schools, museums and libraries.

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6 Comments
Jorge Arlindo Honorato dos Santos
Professor
28 Jul 2020
Jorge Arlindo - Especialista em projetos Educacionais e Esportivo.
Brasil - Curitiba.
Nada será como antes, não importa se você é branco ou negro, pobre ou rico, europeu ou latino. Niguém escapa dos longos braços da pandemia. A humanidade esta muito próxima, como nunca esteve antes. A soberba que até então reinava absoluta deu lugar a uma simples troca de olhares. Vamos refletir em tudo que possa nos aproximar ao invés de nos distanciar. Ser próximo e trocar vivencias e uma grande oportunidade para refletirmos nosso futuro.
Goreti Meca
Técnico Superior
28 Jul 2020
Pensarmos que esta pandemia não alterou nada na sociedade, que foi apenas uma passagem sem grande importância para o setor cultural em geral, é um tremendo erro.
A paragem a que fomos obrigados e a transformação que nos empurrou para o acesso "obrigatório" e único às novas tecnologias, não deixou ninguém indiferente.
Se por um lado, ficámos com a certeza que as relações pessoais no acesso às artes e à cultura são um fonte de energia inesgotável, por outro lado, percebe-se que o hibridismo é algo que não podemos ignorar.
Abre-se agora uma porta ao futuro. É urgente pensar como chegar ao público através o ecrã. As camadas jovens querem saber mais, querem ver mais, mas também querem que isso seja feito aos olhos deles.
É necessário aproximar-mos a cultura, o património e as artes em geral à camada jovem, com linguagem própria, com tecnologia própria e claro, com proximidade própria.
Não quer isso dizer que tudo será tecnológico, distante, frio, mas será diferente... próprio.
Urge reinventar os museus (salvo algumas exceções bem sucedidas), urge reinventar a cultura em geral para que consigamos aproximar aqueles que serão o futuro. Urge abrir as portas definitivamente das bibliotecas e alterar-mos os espaços como sempre os vimos...
Nada será como antes, e seria bom que nós técnicos, pensadores, profissionais, artistas, olhássemos na mesma direção e colocássemos a nossa visão e experiência na mesma direção...
Luis Figueiredo
Técnico Superior
06 Jun 2020
Helena Martelo, da Direcção Regional de Cultura dos Açores, traz-nos uma reflexão assente em estudos de caso sobre aquilo que foram e serão - em era pós-Covid - os estereótipos associados aos museus e aos seus utilizadores:
«Era impensável imaginar que os museus fechariam as portas durante semanas e que o distanciamento social seria uma das condições para a sua reabertura. Foi, precisamente, a possibilidade de habitar fisicamente diferentes espaços e de contactar com participantes internacionais que permitiu experienciar os museus enquanto laboratórios vivos de reflexão e de debate. (...)
O confinamento a que todos nós fomos sujeitos nos últimos dois meses deu origem a novos estereótipos. Uma forma de tornar válida e concretizar a reflexão da escola internacional Museums and Stereotypes, neste momento de transformação dos museus, seria debatermos e encontramos respostas em conjunto. Que museus seremos no futuro? Como reafirmar o papel social e cultural dos museus em tempo de pandemia? Como os museus estão a ajudar as comunidades locais afetadas pela COVID-19? No futuro como encontrar o equilíbrio entre o digital e o presencial para o envolvimento das comunidades? Como manter os novos públicos que surgiram nos canais digitais em tempo de pandemia? Por que não são dinamizados encontros com as comunidades nas redes sociais para debater o futuro dos museus?”
Trata-se de um excelente artigo para enriquecermos o Debate.

Artigo na íntegra, a não perder, em:
https://www.patrimonio.pt/post/museus-e-estereótipos
Luis Figueiredo
Técnico Superior
03 Jun 2020

O professor Dr. Luis Raposo escreveu no jornal "Público" em 4 de Abril de 2020:

https://www.publico.pt/2020/04/04/culturaipsilon/opiniao/podem-museus-estando-encerrados-1910781.

Sobre esse texto "O que podem fazer os museus, estando encerrados? "recortei" este pedaço, que na minha perspectiva ilucida muito bem a actual realidade da Arte e da Cultura, e onde me revejo totalmente.

"A missão dos museus apenas se pode concretizar plenamente através da sua abertura a todo o tipo de utilizadores (e não somente a visitantes, entenda-se). Abertura e contacto físico, imediato ou de primeiro grau. Nada, absolutamente nada, pode substituir o calor da relação empática que se estabelece entre quem frequenta museus e as obras de arte que neles se podem sentir (mais do que ver e infelizmente quase nunca tocar). Museus virtuais apenas, sem suporte físico em colecções reais, constituem um contra-senso, uma aberração ao “ser museu”… ou apenas uma estratégia de marketing cultural, tirando partido do prestígio da palavra “museu”. Podem ser por exemplo, e muito bem, repositórios digitais. Mas não são museus."

Lancei este texto para que se possa debater este ponto de vista.....para bem de todos nós.
Luis Figueiredo
Técnico Superior
31 May 2020
É muito importante que os governos possam propor medidas para ajudar os setores da cultura, diria mesmo ser fundamental, pois mesmo em período antes Covid-19, o setor cultural já era estratégico para o desenvolvimento económico, porque gera emprego e premeia a qualificação humana, fazendo parte das cadeias económicas inovadoras do pais no que toca às tecnologias da informação e comunicação, reproduzindo valores de identidade e empatia, algo que Portugal e o Mundo estão necessitando, além de promover impactos socioemonómicos muito grandes. Dentro deste contexto de pandemia geral Covid-19, o sector cultural está a sofrer os impactos em maior escala que o restante espectro económico, em parte devido às suas atividades estarem baseadas em grandes aglomerações de público, contactos interpessoais e um certo distanciamento geográfico dos centros urbanos, onde a grande urbe se move e contacta.
Sem apoio do Estado português para o sector da Cultura, a breve trecho neste novo normal pósCóvid-19, entrará também aqui em colapso, certamente. Aliás são já visíveis ações muito relevantes neste sector da Cultura em Inglaterra, França, Estados Unidos e Alemanha.
Políticas havidas até há pouco tempo no domínio Cultural, que vinham promovendo um brutal corte de investimentos no sector, em nome da crise económica e outros ajustamentos orçamentais, gerou um clima adverso e mais difícil a uma recuperação, que se anseia e é urgente. Fecharmos os olhos a este problema será um erro Histórico grosseiro e irresponsável.
Que se debata.....
Patricia Martins
Tecnico Superior de Animação Cultural
22 May 2020
Mais uma vez a tónica está no equilíbrio numa lógica de "balancing act" e na abertura a novas manifestações artísticas, formatos híbridos e numa ecologia de criação que vá ao encontro das novas gerações, mas que inclua todos num equilíbrio intergeracional e intercultural.

As políticas culturais devem ser estruturadas de acordo com as linhas orientadoras definidas pelas estratégias de desenvolvimento para os territórios e ajustadas as necessidades e características dos territórios e de quem os habita.

O interface ou o dispositivo de contacto pode ser o digital, mas não poderá deixar de ser aquele que a comunidade com quem se quer intervir necessite, ou que para si faça sentido.

Por outro lado o foco deve continuar a centrar-se nas pessoas , devendo as políticas culturais dedicar especial atenção ao domínio da criação de laços de proximidade e empatia, inclusão e hospitalidade nas comunidades e nos territórios, questão premente e conducente a atitudes de aceitação do outro e de cidadania democrática, por oposição à incorporeidade do digital.

Será certamente um desafio para a gestão cultural encontrar um equilibro entre o fisico e o digital, por forma a incluir todos.

As bases de dados e as plataformas de acesso ao conhecimento e informação são hoje fundamentais e importa serem acessíveis worldwide, mas importa pensar igualmente os que não têm ainda acesso às novas tecnologias...

Importará também pensar estratégias de veiculação da informação, comunicação, e formas de chegar aos públicos tendo também em conta que todos os dias somos assoberbados e bombardeados com um excesso de informação e ofertas, o que muitas vezes se torna um fator distrator...
Importará pensar formas mais eficazes de comunicar. Como criar hábitos e laços de proximidade com a comunidade e uma multiplicidade de agentes e instituições culturais