9 – The challenges of cultural management

The role of curatorship, in which meanings and narratives are produced, will probably be reinforced. It will, however, be subject to complex, ever-evolving challenges posed by trends such as hybridism and the “on-demand” nature of what the younger generations are now seeking out. These new generations of digital natives multitask with everything they do, leading to necessary changes being made in the way in which culture is shared with them, starting with schools, museums and libraries.

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3 Comments
Luis Figueiredo
Técnico Superior
03 Jun 2020

O professor Dr. Luis Raposo escreveu no jornal "Público" em 4 de Abril de 2020:

https://www.publico.pt/2020/04/04/culturaipsilon/opiniao/podem-museus-estando-encerrados-1910781.

Sobre esse texto "O que podem fazer os museus, estando encerrados? "recortei" este pedaço, que na minha perspectiva ilucida muito bem a actual realidade da Arte e da Cultura, e onde me revejo totalmente.

"A missão dos museus apenas se pode concretizar plenamente através da sua abertura a todo o tipo de utilizadores (e não somente a visitantes, entenda-se). Abertura e contacto físico, imediato ou de primeiro grau. Nada, absolutamente nada, pode substituir o calor da relação empática que se estabelece entre quem frequenta museus e as obras de arte que neles se podem sentir (mais do que ver e infelizmente quase nunca tocar). Museus virtuais apenas, sem suporte físico em colecções reais, constituem um contra-senso, uma aberração ao “ser museu”… ou apenas uma estratégia de marketing cultural, tirando partido do prestígio da palavra “museu”. Podem ser por exemplo, e muito bem, repositórios digitais. Mas não são museus."

Lancei este texto para que se possa debater este ponto de vista.....para bem de todos nós.
Luis Figueiredo
Técnico Superior
31 May 2020
É muito importante que os governos possam propor medidas para ajudar os setores da cultura, diria mesmo ser fundamental, pois mesmo em período antes Covid-19, o setor cultural já era estratégico para o desenvolvimento económico, porque gera emprego e premeia a qualificação humana, fazendo parte das cadeias económicas inovadoras do pais no que toca às tecnologias da informação e comunicação, reproduzindo valores de identidade e empatia, algo que Portugal e o Mundo estão necessitando, além de promover impactos socioemonómicos muito grandes. Dentro deste contexto de pandemia geral Covid-19, o sector cultural está a sofrer os impactos em maior escala que o restante espectro económico, em parte devido às suas atividades estarem baseadas em grandes aglomerações de público, contactos interpessoais e um certo distanciamento geográfico dos centros urbanos, onde a grande urbe se move e contacta.
Sem apoio do Estado português para o sector da Cultura, a breve trecho neste novo normal pósCóvid-19, entrará também aqui em colapso, certamente. Aliás são já visíveis ações muito relevantes neste sector da Cultura em Inglaterra, França, Estados Unidos e Alemanha.
Políticas havidas até há pouco tempo no domínio Cultural, que vinham promovendo um brutal corte de investimentos no sector, em nome da crise económica e outros ajustamentos orçamentais, gerou um clima adverso e mais difícil a uma recuperação, que se anseia e é urgente. Fecharmos os olhos a este problema será um erro Histórico grosseiro e irresponsável.
Que se debata.....
Patricia Martins
Tecnico Superior de Animação Cultural
22 May 2020
Mais uma vez a tónica está no equilíbrio numa lógica de "balancing act" e na abertura a novas manifestações artísticas, formatos híbridos e numa ecologia de criação que vá ao encontro das novas gerações, mas que inclua todos num equilíbrio intergeracional e intercultural.

As políticas culturais devem ser estruturadas de acordo com as linhas orientadoras definidas pelas estratégias de desenvolvimento para os territórios e ajustadas as necessidades e características dos territórios e de quem os habita.

O interface ou o dispositivo de contacto pode ser o digital, mas não poderá deixar de ser aquele que a comunidade com quem se quer intervir necessite, ou que para si faça sentido.

Por outro lado o foco deve continuar a centrar-se nas pessoas , devendo as políticas culturais dedicar especial atenção ao domínio da criação de laços de proximidade e empatia, inclusão e hospitalidade nas comunidades e nos territórios, questão premente e conducente a atitudes de aceitação do outro e de cidadania democrática, por oposição à incorporeidade do digital.

Será certamente um desafio para a gestão cultural encontrar um equilibro entre o fisico e o digital, por forma a incluir todos.

As bases de dados e as plataformas de acesso ao conhecimento e informação são hoje fundamentais e importa serem acessíveis worldwide, mas importa pensar igualmente os que não têm ainda acesso às novas tecnologias...

Importará também pensar estratégias de veiculação da informação, comunicação, e formas de chegar aos públicos tendo também em conta que todos os dias somos assoberbados e bombardeados com um excesso de informação e ofertas, o que muitas vezes se torna um fator distrator...
Importará pensar formas mais eficazes de comunicar. Como criar hábitos e laços de proximidade com a comunidade e uma multiplicidade de agentes e instituições culturais