08
nov2021 segunda
21h30 Até 23h30

B&M 2021 - Cinema de Autor: "Ano da Morte de Ricardo Reis" de João Botelho

Alcobaça
Cine-Teatro de Alcobaça João D'Oliva Monteiro Cine-Teatro de Alcobaça João D'Oliva Monteiro
Cinema

Sinopse

Cinema de Autor: “O Ano da Morte de Ricardo Reis” de João Botelho
Com a presença de João Botelho (realizador) e de Daniel Bernardes (autor da banda sonora)
 
 
Realizador: João Botelho | Com: Victoria Guerra, Catarina Wallenstein, Luís Lucas, Marcello Urgeghe, Luísa Cruz | Género:
Drama | Classificação: M/14 | POR, 2020, Cores
 
 
Local: Cine-Teatro de Alcobaça João D’Oliva Monteiro
Horário: 21h30
Duração: 130 minutos
Público-Alvo: Público Geral
Classificação Etária: M/14
Entidade: Ar de Filmes.
Moderador: Alberto Guerreiro
 
 
Depois de 16 anos a viver no Brasil, Ricardo Reis chega a Lisboa, debaixo de chuvas torrenciais, no dia 29 de Dezembro de 1935. Instalado no Hotel Bragança, na Rua do Alecrim, assiste ao desenrolar de um tempo particularmente sombrio na Europa, marcado pelos horrores do fascismo de Mussolini, pelos ideais nazis de Hitler, pela terrível Guerra Civil espanhola e, em Portugal, pelo autoritarismo salazarista do Estado Novo. Depois de uma visita à sepultura de Fernando Pessoa (Reis é, na realidade, uma personagem surgida da heteronímia de Pessoa), o fantasma do poeta faz uma série de aparições no quarto de Reis onde, durante meses, ambos se perdem em reflexões sobre a vida, o país e o mundo. Escrito em 1984, por José Saramago, prémio Nobel da literatura em 1998, “O Ano da Morte de Ricardo Reis” é agora adaptado ao cinema por João Botelho ("A Corte do Norte", "Filme do Desassossego", "Os Maias" ou “Peregrinação”). Com o brasileiro Chico Díaz a encarnar Ricardo Reis e Luís Lima Barreto a assumir o papel de Fernando Pessoa, o elenco conta também com a participação de Catarina Wallenstein, Rui Morisson, Victoria Guerra, Marcello Urgeghe e Hugo Mestre Amaro.
(In PÚBLICO)
 
 
CONVIDADOS
JOÃO BOTELHO, REALIZADOR
Com 43 anos de carreira e 16 longas-metragens realizadas, João Botelho é o cineasta português no ativo com a filmografia mais vasta. Destacou-se em 2014 com “Os Maias”, adaptação da magistral obra homónima de Eça de Queirós, autor maior da literatura portuguesa. “Os Maias” foi o filme português mais visto desse ano no país, percorreu alguns dos maiores festivais de cinema da Europa e América Latina e estreou comercialmente no Brasil em 2016. Em 2010, o prestigiado realizador tinha já adaptado ao cinema uma outra obra maior da literatura portuguesa: “Filme do Desassossego” - igualmente sucesso de bilheteira em Portugal e presença em vários festivais internacionais - foi criado a partir de “Livro do Desassossego”, de Fernando Pessoa. Ao longo da sua carreira, João Botelho teve filmes presentes nos festivais de Cannes, Roma, Antuérpia, Rio de Janeiro, Veneza, Berlim, Salsomaggiore, Pesaro, Belfort, Cartagena e Varna, onde obteve vários prémios: dos quais se destacam prémio OCIC no Festival de Cannes para Coversa Acabada, melhor realizador Festival do Rio de Janeiro, melhor filme em Salsomagiore e Pesaro, OCIC em Berlin com Adeus Português, premio da critica internacional de melhor filme em Veneza com Tempos Dificeis e prémio Mimo Rotella da melhor contribuição artística da Bienal de Veneza com o filme Quem és Tu?. Em Portugal foi premiado com Globos de Ouro, com o prêmio da OCIC, da Sociedade Portuguesa de Autores e com diversos prémios Sophia. Todas as suas longas-metragens tiveram exibição comercial em Portugal, quase todas em França e algumas no Brasil, Inglaterra, Alemanha, Itália, Espanha e Japão. Foram exibidas retrospetivas integrais da sua obra em Bergamo (1996), La Rochelle, com edição de uma monografia (1998), na Cinemateca de Luxemburgo (2002) e no LEFFEST’19, também com a edição de um catálogo. Em 2005 foi agraciado pelo Presidente da República Jorge Sampaio com a prestigiada Ordem do Infante D.Henrique (Grau de Comendador). Amigo pessoal e profundo admirador da obra de Manoel de Oliveira, dedicou-lhe um filme – “O Cinema, Manoel de Oliveira e Eu” – um documentário-ficção que percorre o coração dos seus filmes e, nas palavras de João Botelho, “o muito do que dele aprendi, o muito do que ele inventou e apresentou para todos nós”. Uma homenagem comovente e uma verdadeira lição de cinema que foi apresentado em mais de 35 festivais e mostras internacionais. Em Novembro de 2017 estreia nos cinemas o seu último filme “Peregrinação”, a partir do livro de viagens de Fernão Mendes Pinto, também ele premiado e nomeado para representar Portugal nos prémios Oscares e Goyas e está ser distribuído internacionalmente em território norte americano pela Amazon. O seu mais recente filme Ano da Morte de Ricardo Reis teve estreia marcada para 1 de Outubro de 2020.
 
 
DANIEL BERNARDES, MUSICO
Daniel Bernardes nasceu em Alcobaça, em 1986. Começou a estudar piano aos 5 anos de idade e aos 18 muda-se para Paris, sendo admitido na prestigiada École Normale de Musique de Paris. Regressa a Portugal para se dedicar ao jazz, estudando com Filipe Melo na Escola de Jazz Luiz Villas-Boas e ingressando depois na Escola Superior de Música de Lisboa. Aí, pela mão de João Paulo Esteves da Silva, torna-se o primeiro licenciado em Piano Jazz desta instituição. Frequenta actualmente o Doutoramento em Artes Musicais da Universidade Nova de Lisboa.
Foi-lhe atribuído o Prémio de Melhor Instrumentista (nível superior) na Festa do Jazz do São Luiz. Em 2010 apresentou o seu trio na Casa da Música, com o qual viria a lançar o seu disco de estreia — Nascem da Terra (2013). Desenvolve também intensa actividade enquanto compositor na procura de mesclar os universos do jazz e da música erudita, sendo galardoado com a Bolsa Jovens Criadores do Centro Nacional de Cultura pelo projecto Daniel Bernardes’ Crossfade Ensemble. Também nesse âmbito, em colaboração com o Drumming GP, cria “A Liturgia dos Pássaros”, um projecto em homenagem a Olivier Messiaen, premiado pela Fundação GDA. A partir das recolhas de Michel Giacometti cria “O Rondó da Carpideira”, um espectáculo multidisciplinar em parceria com o saxofonista Mário Marques e o artista multimédia Gonçalo Tarquínio. Trabalha igualmente para teatro, assumindo a direcção musical de Cimbelino de Shakespeare (encenação de António Pires) para o Teatro do Bairro, assim como de Sweet Home Europa de D. Carnevali (encenação de João Pedro Mamede), numa produção do Teatro Nacional D. Maria II. Estreia-se em cinema com as bandas sonoras de Peregrinação e Ano da Morte de Ricardo Reis de João Botelho.
 
 
PROGRAMA COMPLETO AQUI - https://bit.ly/2Zry9Sj