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out2022 sexta
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B&M 2022 - Como viver? Dez temas do século XXI a partir de 10 versos de poetas portugueses – curso lecionado por Gonçalo M. Tavares (21 e 22 de outubro)

Alcobaça
Biblioteca Municipal de Alcobaça - Sala 9 Biblioteca Municipal de Alcobaça - Sala 9
Livro

Sinopse

Como viver? Dez temas do século XXI a partir de 10 versos de poetas portugueses – curso lecionado por Gonçalo M. Tavares (21 e 22 de outubro)

Biblioteca Municipal de Alcobaça - Sala 9

Horário:

Sexta, 21 de outubro - 17h às 20h

Sábado, 22 de outubro - 17h às 20h

Público Geral

M/12

Inscrições até 14 de outubro através do email - [email protected]
 

 

 

 

Para cada tema, cada elemento do grupo será convidado a trazer sugestões de livros, filmes, músicas, objetos, etc. referentes ao tema em questão e que serão partilhados por todos.

 

 

Como viver com a ética e com a morte?

Um verso de Llansol

“O começo de um livro é precioso. Muitos começos são preciosíssimos.”

Maria Gabriela Llansol

Ética e criação

Exercícios em redor da ética e da criação.

O conceito de morte como princípio básico da filosofia.

Textos de Baudelaire, Nietzsche, Séneca, Fernando Pessoa, Clarice Lispector, entre outros.

 

 

Como viver com a saúde e a doença?

Um verso de Al Berto

“o rapaz que tem a mania de espetar uma faca loura

no ombro do mar”

Al Berto, O Medo

O conceito de saúde.

Saúde-carne e saúde-corpo.

Qualidade  quantidade de vida.

Estado/ Individuo e saúde.

Análise e discussão de textos de Fernando Savater (“Paradoxos éticos da saúde”), Ramón Gomez de la Serna, entre outros.

 

 

Como viver com a loucura?

Um verso de António Osório

“que lugar reserva Deus

para quem não atinge os seus erros?”

António Osório

A irracionalidade e a pequena razão.

O Conceito de loucura.

A lógica e o desejo.

AS principais ideias de Nietzsche sobre o corpo.

Análise e discussão de textos de Dostoiévski, Wittgenstein, Robert Musil, Kabakov, Nietzsche, entre outros.

 

 

Como viver com a tecnologia?

Um verso de Mário Cesariny

“é o doce roncar do avião

em cada ave que voa”

Mário Cesariny, Pena capital

Corpo e tecnologia versus corpo e natureza.

O exemplo de Stelarc: o 3º braço.

Relações tecnologia-corpo:

Tecnologia e luta contra sofrimento e morte.

Conceito de Cyborg.

Análise de textos de Heiner Muller, e análise da obra de Stelarc.

 

 

Como viver com a linguagem?

Um verso de Pedro Tamen

“Não há montanhas se não há palavras.

Não foge a bala se não há espaço.”

Pedro Tamen

Discurso, linguagem e corpo.

Relação palavras/coisas.

Falar do que não está presente.

Relação abstracto/concreto.

O conceito de linguagem privada de Wittgenstein.

Análise e discussão de textos de Oliver Sacks, Lewis Carroll, Jorge Luís Borges, entre outros.

 

 

Como viver com a arte?

Um verso de Fernando Assis Pacheco

“Palavra, um homem tem que ser

prodigioso.”

Fernando Assis Pacheco,

As artes do corpo.

Ficção e corpo.

As ideias do corpo que a arte construir, reformulou, derrubou.

Pensar o corpo por via das artes.

Análise e discussão de textos de António Pinto Ribeiro, Eugénio Barba (presença, ausência), Artaud (musculatura afectiva), Henri Michaux, entre outros.

O conceito de corpo sem órgãos de Artaud.

 

 

Como viver com o poder?

Um verso de António Franco Alexandre

“assim basta o cinzento fato completo silencioso com lugar para os olhos”

António Franco Alexandre

As relações entre corpo e poder.

O Ser observado: explicação do sistema panóptico.

As teorias de Foucault sobre o poder.

Poder, conhecimento e corpo. O Conceito que baseia o: vigiar e punir.

Estudo das leis e suas consequências sobre corpo e movimento.

Análise e discussão de textos de Henri Michaux, Herberto Hélder, Bragança de Miranda, e imagens de Marina Abramovic.

 

 

Como viver com a Identidade? 

Um verso de Vitorino Nemésio

“Eu, dejecto de estrela e desperdício de anjo”

Vitorino Nemésio

Corpo e identidade.

O desejo e a fractura e multiplicação da identidade.

As ideias Deleuze, Pirandello, Thomas Mann e Roland Barthes.

 

 

Como viver com o amor e o desejo?

Um verso de Luís Miguel Nava

“Naquilo a que chamamos eu

há sempre um espaço inocupado (…)”

Luis Miguel Nava

O desejo como falta (Séneca) e como excesso (Nietzsche). Consequências das duas teorias.

Análise e discussão de textos de Roland Barthes, Oliver Sacks, Wittgenstein, entre outros.

 

 

Como viver com as utopias?

Um verso de António Ramos Rosa

“Era um país

Para onde se ia adormecendo.”

António Ramos Rosa. A Intacta Ferida

Corpo e utopias.

Utopias do corpo.

Análise de alguns textos de poetas chineses.

O palácio de projectos utópicos de Kabakov.

O corpo como centro dos projectos políticos.

Síntese dos principais temas - análise de frases de referência