20
mai2022 sexta
21h30 Até 23h10

Cassandra | Monólogo de uma mulher chamada Maria com a sua patroa

Torres Vedras
Teatro-Cine de Torres Vedras Teatro-Cine de Torres Vedras
Teatro

Sinopse

Monólogo de uma mulher chamada Maria com a sua patroa é o título roubado clandestinamente a um texto do livro “Novas Cartas Portuguesas”, e que dá o mote para este espetáculo. Partimos da criação do primeiro Sindicato do Serviço Doméstico em Portugal para contar a história, ainda pouco conhecida, pouco contada, pouco reconhecida, pouco valorizada, do trabalho das mulheres, do seu poder de organização, reivindicação e mudança. É a história das mulheres que limpam o mundo, das mulheres que cuidam do mundo, das mulheres que produzem, educam e preparam a força de trabalho. Esta é a história do trabalho invisível que põe o mundo a mexer.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ficha técnica

Criação, texto e interpretação: Sara Barros Leitão

Assistência à criação: Susana Madeira

Cenografia e figurino: Nuno Carinhas

Desenho de luz: Cárin Geada

Desenho de som: José Prata

Montagem e operação som: Mariana Guedelha

Coordenação e acompanhamento da pesquisa: Mafalda Araújo

Direção de produção: Susana Ferreira
Conceção de maquinaria: António Quaresma

Execução costura: Ponto sem nó

Crédito Fotográfico: Diana Tinoco

 

 Coprodução: 23 Milhas / Fundação Centro Cultural de Belém / A Oficina / Cine-teatro Louletano / Teatro Académico Gil Vicente / Teatro do Noroeste - Centro Dramático de Viana / Teatro Municipal Baltazar Dias / Teatro Nacional São João / Teatro Viriato

 

Residência de Coprodução: O Espaço do Tempo

Projeto Financiado por: República Portuguesa e Direcção Geral das Artes

 

Agradecimentos: José Soeiro, Inês Brasão, Manuel Abrantes, Nuno Dias, Cristina Lopes, Filipe Caldeira, Arquivos CGTP, Olegário Paz, Conceição Ramos, CIG - Comissão para a Igualdade de Género, Instituto de Sociologia, Vivalda Silva, STAD, Joaquim Portugal, Guida Vieira, Maria José Afonseca, Cristina Trindade, CCOP, Beto, Cristina Trindade, Guida Vieira, Centro Comunitário do Funchal, Elisabete Alves, Alcinda Cáries, Maria Paula Ganança, Graciete Baptista, Narcisa de Goes, Isabel Alves, Maria José Afonseca, Marta Lima, ASSéDIO, Josué Maia, Eneida, Mariana da Silva, Diana Sá, Joana Carvalho, Luís Banquart, Vera Nogueira, Ana Mónica, Nuno Guedes, Guilherme Monteiro, Angelina Ferreira, Cláudia Campos, Maria Manuel Figueiredo.

Agradecemos ainda a todas as pessoas que nos preparam refeições, limparam as salas de ensaio, casas de banho e espaços de trabalho durante o longo período de preparação deste espetáculo, bem como nas suas futuras apresentações. Trabalho esse que aqui reconhecemos e que é tão importante e determinante para o nosso bem estar e capacidade de produção.

Agradecemos por último, e com um reconhecimento especial, a Celeste Vieira, mulher que já não pudemos conhecer pessoalmente, mas com a qual convivemos nos últimos meses através do seu precioso trabalho escrito sobre a criação do Sindicato do Serviço Doméstico.

 

 

 

 

 

 

 

Sara Barros Leitão

Porto, 1990. Formou-se em Interpretação pela Academia Contemporânea do Espetáculo e iniciou a licenciatura de Estudos Clássicos na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e iniciou o Mestrado Estudos sobre as Mulheres - Género, Cidadania e Desenvolvimento, na Universidade Aberta. Não concluiu nenhum.

Trabalha regularmente em televisão, cinema e teatro. Presentemente, trabalha como actriz, criadora, encenadora, assistente de encenação e dramaturga. Nos últimos anos destacam-se as encenações dos concertos Trilogia das Barcas (2018), de Gil Vicente, e Rei Lear (2019) de William
Shakespeare, coproduzidos pelo CCB e Toy Ensemble; bem como as criações Teoria das Três Idades (2018), coproduzida pelo Teatro Experimental do Porto e Teatro Municipal do Porto, a
partir do estudo do arquivo do TEP, e Todos Os Dias Me Sujo De Coisas Eternas (2019), a partir de um trabalho de investigação sobre a toponímia portuense, apresentado no projeto Cultura
em Expansão.

Em 2020, fundou a estrutura artística Cassandra, para desenvolver os seus projetos.
Feminista, ativista por todas as desigualdades ou injustiças, incoerente e a tentar ser melhor, revolucionária quanto baste, artista difícil de domesticar. Usa o espaço de cena, o papel e a
caneta como se fosse uma caixa de fósforos e um bidão de gasolina, ou um megafone para contar a história dos esquecidos.

 

Outras informações

M/12

Preço: 5,00 euros