29
nov2021 segunda
21h30 Até 23h00

Diga 33 | SESSÃO DEDICADA A ANTÓNIO QUADROS

Sala Estúdio do Teatro da Rainha
Livro

Sinopse

Diga 33

Poesia no Teatro

29 de Novembro | 21h30

Sala-Estúdio do Teatro da Rainha

António Quadros

 

Se para René Descartes o bom senso é a coisa do mundo mais bem distribuída, já para Ralph Waldo Emerson ele é tão raro quanto o génio. Não temos como medir a genialidade dos dois filósofos, nem quanto de bom senso há nas suas afirmações. Estamos certos, porém, de que o génio não se encontra na rua aos pontapés. E, por isso, deve ser celebrado como quem dá com uma pedra preciosa a meio do caminho. António Quadros, o pintor, é sem dúvida alguma uma dessas raras forças criativas tingidas de génio. Por isso o celebraremos no próximo dia 29 de Novembro, na sala estúdio do Teatro da Rainha, em mais uma sessão de Diga 33 – Poesia no Teatro.

António Augusto de Melo Lucena e Quadros (Viseu, 1933) formou-se em Pintura na Escola Superior de Belas Artes do Porto. Desenvolveu intensa actividade pedagógica e artística. Em 1964 rumou a Moçambique, encarregado do projecto de uma Academia de Artes Plásticas. Aí se fez poeta, sem ninguém saber que o era. O primeiro livro surgiu em 1970, sob o pseudónimo João Pedro Grabato Dias e com o título “40 e tal Sonetos de Amor e Circunstância e uma Canção Desesperada”. Sob o mesmo pseudónimo publicou ainda as odes didácticas “O Morto” (1971), “A Arca” (1971) e “Pressaga” (1971). Com o pseudónimo Frey Ioannes Garabatus deu à estampa “As Quybyrycas” (1972), monumento anti-épico a rivalizar com Camões. É dele também a invenção de Mutimati Barnabé João com o livro “Eu, O Povo” (1975). Faleceu em 1994, dez anos depois de haver regressado a Portugal.

No próximo dia 29 de Novembro iremos conhecer a obra poética dos pseudónimos literários arquitectados por António Quadros, que foi igualmente autor de canções musicadas por José Afonso e Amélia Muge. As leituras estarão a cargo de Fernando Mora Ramos, Henrique Fialho, José Carlos Faria, José Ricardo Nunes, e serão acompanhadas da projecção de imagens da extensa obra pictórica do sinaleiro das pombas.