03
out2021 domingo
15h30 Até 16h30

Encontros na Basílica IV

Ourém
Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, Santuário de Fátima
Multidisciplinar Música

Sinopse

José Nuno Ferreira da Silva, presbítero da diocese do Porto, desde 1989, foi capelão do Hospital de S. João desde 1998 e é assistente da pastoral da saúde na sua diocese desde 2004. De 2002 a 2012 foi coordenador nacional das capelanias hospitalares e membro da Comissão Nacional de Pastoral da Saúde. Integrou o comitê da Rede Europeia de Capelanias Hospitalares e é responsável pela criação, em Portugal, do Grupo de Trabalho inter-religioso Religiões/Saúde. Integrou a Comissão de Ética do Instituto Nacional de Saúde Pública Ricardo Jorge e lecionou em diversas Escolas Superiores de Saúde. Presentemente, leciona a disciplina de Antropologia Médica, na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, e a Unidade Curricular de Cristianismo e Cultura, na Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa – Centro Regional do Porto. É, desde outubro de 2016, capelão no Santuário de Fátima.

 

Palestra

A fragilidade como lugar teológico e espiritual

Fátima e a fragilidade têm em comum muito mais do que apenas a mesma consoante no início da palavra. Falam ambas de uma única realidade, constituem ambas lugares teológicos e espirituais e imbricam-se uma na outra como a fonte e a sede, a luz e a sombra. A sede faz-se procura de uma fonte e a fonte deixa-se encontrar, a sombra acende o desejo da luz e a luz é à sombra que se oferece como experiência necessária. Detemo-nos diante da sede e da sombra como metáforas do lugar teológico e espiritual que a fragilidade humana constitui e sobre os mistérios da fonte e da luz que em Fátima e de Fátima emanam, que a definem e projetam como lugar teológico e espiritual precisamente pelo seu diálogo teológico e espiritual com o mistério da fragilidade humana. Ambas, como lugares teológicos e espirituais, enquanto lugares antropológicos geradores de identidade, história e relação, se impõe à nossa compreensão da Revelação de Deus encarnado como instância em que opera a redenção.

 

 

António Mota é licenciado em Órgão pela Escola Superior de Música de Lisboa, sob a orientação do Prof. Antoine Sibertin-Blanc, com nota máxima de final de Curso e diploma de mérito, e doutorado em Música pela Universidade de Aveiro, com uma tese sobre Olivier Messiaen, orientada pelo Prof. Doutor João Pedro Oliveira. É também mestre em Eng.ª Eletrotécnica e de Computadores pelo Instituto Superior Técnico. Organista no Santuário de Fátima, desde março de 2020 é, ainda, professor auxiliar convidado na Universidade de Aveiro no Departamento de Comunicação e Arte.

 

Nota ao Programa

Mendelssohn durante a sua carreira prestou homenagem ao grande Bach em várias ocasiões, mormente participando em recitais como organista com obras deste e, em particular, através da composição de 6 sonatas para órgão, publicadas em 1845. A n.º 1 é marcada pelos seus brilhantes andamentos de enquadramento, o 1.º fazendo referência ao estilo coral de Bach, em

interlúdios musicais, contrastando com blocos de rigoroso tratamento contrapontístico. “Herzlich...” (ou “O Haupt voll Blut und Wunden”) é uma canção sacra que desde o século XVII tem sido tratada musicalmente por vários compositores; os prelúdios-corais para órgão de Bach, Reger e Brahms sobre este tema são peças curtas, mas que condensam sobremaneira a arte e o estilo próprios destes grandes nomes, com visões musicais diferentes, mas identicamente raras em inspiração.

Karg-Elert dedicou-se sobretudo à composição e execução ao órgão e harmónio, sendo a op. 65, n.º 59 uma das suas obras mais difundidas. É uma brilhante peça, com ligeiros toques de modernismo impostos pelo novo século emergente, e que se alicerça sobre o conhecido cântico de agradecimento a Deus.

 

Programa

Felix Mendelssohn (1809-1847)

Sonata n.° 1 em fá menor, Op. 65, n.° 1

Allegro – Adagio – Andante recitativo – Allegro assai vivace

 

3 Prelúdios corais sobre “Herzlich tut mich verlangen”

BWV 727, de Johann Sebastian Bach (1685-1750)

Op. 67, de Max Reger (1873-1916)

Op. 122, n.° 9, de Johannes Brahms (1833-1897)

 

Karg-Elert (1877-1933)

Nun danket alle Gott, Op. 65, n.° 59

Ficha técnica

Palestra: A fragilidade como lugar teológico e espiritual | José Nuno Silva

Recital: Organista António Mota

Outras informações

Entrada livre

O Encontro decorre segundo as normas da Direção Geral de Saúde para os Eventos Culturais

 

Próximo Encontro

7 novembro   

Palestra: Eu nunca te deixarei: Fátima como acontecimento, lugar e mensagem de esperança | André Pereira

Recital: Sílvio Vicente – Órgão