23
set2022 sexta
10h00
Até
18
dez2022 domingo
17h30

EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA: OBJETO ESCOLHA #1: ARNOLD ZIMMERMAN | ESCULTURA ANTROPOMÓRFICA

Alcobaça
Museu Raul da Bernarda Museu Raul da Bernarda
Artes Plásticas

Sinopse

EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA:
OBJETO ESCOLHA #1: ARNOLD ZIMMERMAN | ESCULTURA ANTROPOMÓRFICA
 
Museu Raul da Bernarda
23 de setembro a 18 de dezembro
 
Horário: 4.ª feira a Domingo: 10h00 – 12h30 | 14h00 – 17h30.
 
Entrada livre.
 
Um novo projeto de curadoria dedicado a dar conhecer alguns dos magníficos objetos em reserva no museu apresentados de forma autónoma e minimal ao visitante. A partir da escolha de um objeto particular, o visitante é convidado a observar os contornos da obra apresentada através da sua dupla ascensão: a do artista e a do contexto histórico que a produziram. O projeto é inaugurado com a escultura antropomórfica de Arnie Zimmerman, escultor norte-americano recentemente falecido e que foi uma das mais importantes referências da cerâmica contemporânea a nível mundial.
Peça: Escultura contemporânea em grés, monocromática. Peça produzida no âmbito da residência artística na Fábrica São Bernardo na década de 90 (século XX). 120 x 103 x 14 cm. Peça em Depósito. Col. Manuel da Bernarda.
 
Bio: Arnold Zimmerman (EUA, Poughkeepsie, NY 1954 – Hudson, NY 2021), também conhecido como Arnie Zimmerman, é um escultor ceramista americano. Nasceu em 13 de dezembro de 1954, em Poughkeepsie, Nova York. Recebeu um diploma BFA do Kansas City Art Institute em 1977 e um MFA da New York State College of Ceramics da Alfred University em 1979. Aprendeu como oleiro em Lincolnshire, Inglaterra de 1972 a 1973, e depois como aprendiz de escultor de pedra na pedreira de Provence em França de 1974 a 1975. Desde os anos 80 (sec. XX) que desenvolve uma ligação profícua com Portugal, muito particularmente com Alcobaça através de uma colaboração recorrente com Manuel da Bernarda através de residências artisticas na Fábrica São Bernardo. Foi um das grandes figuras presentes no Simpósio Internacional de Cerâmica em Alcobaça de 1987. Em 1990, trabalha em Portugal produzindo azulejos de cerâmica para a galeria Ratton (Lisboa) e já em 2007 fica como referencia a sua exposição “Inner City Lisbon” na Treinal de Arquitetura no Museu da Eletricidade em Lisboa. No seu percurso artístico ganham destaque os vasos esculpidos em grande escala que se assemelham a totens. Entre elas, a escultura de grés sem título de 2,5 metros de altura, pertencente à coleção do Museu de Arte de Honolulu. Por volta de 1996, centra o seu trabalho em estatuetas de porcelana em forno de sal que modela, em vez de esculpir. É conhecido por criar esculturas de cerâmica que redefinem a ambição e a escala no campo da cerâmica. O seu trabalho, que vai do monumental à miniatura, do figurativo ao abstrato, incorpora a sua exploração destemida da superfície, cor e forma. Para Zimmerman: ”... a argila é a mãe de todos os materiais de arte física. Os humanos usaram-na primeiro para objetos utilitários e para expressar as misteriosas conexões com o mundo espiritual. Eles a processaram com água, moldaram-na à mão, secaram-na ao ar e tornaram-na permanente com fogo.” Era um amante da história e do modo como a cerâmica pode fornecer uma conexão profunda com a humanidade, como forma de registro histórico. O seu compromisso vitalício com o barro foi o seu esforço contínuo para “andar na verdade das infinitas maneiras pelas quais os humanos usaram esse material”. Em 2005, ele recebe o Prêmio Louis Comfort daTiffany Foundation.
Curadoria: Alberto Guerreiro
Exposição inserida na programação das Jornadas Europeias do Património 2022