02
abr2022
21h30 Até 23h10

Meio no Meio, de Victor Hugo Pontes

Alcobaça
Cine-Teatro de Alcobaça João D'Oliva Monteiro Cine-Teatro de Alcobaça João D'Oliva Monteiro
Multidisciplinar Dança

Sinopse

MEIO NO MEIO é a nova criação de Victor Hugo Pontes, que reflete um processo de três anos com um grupo intergeracional proveniente de quatro territórios – Almada, Barreiro, Lisboa e Moita – ao qual se vieram juntar outros intérpretes profissionais, num trabalho que combina e retrata diferentes percursos artísticos dos que estão em cena. Acompanhando a vida destes participantes ao longo de três anos, atravessados por uma pandemia, MEIO NO MEIO parte das ideias de percurso e de expectativa; de memória e autobiografia; e do movimento incessante de corpos levados ao limite por Victor Hugo Pontes, na sua linguagem coreográfica tão singular. O título do espetáculo decorre de um espaço de possibilidade (o meio) e dos caminhos que se abrem diante de uma espécie de clareira (esse tal meio). Às vezes, chama-se "futuro" a esses caminhos, ou somente "vida", ou "destino", ou uma dessas palavras que designa o que aí vem. O espetáculo não deixa de questionar, também, a forma como organizamos e contamos o nosso passado e o apontamos ao futuro por vir.
MEIO NO MEIO usa a documentação e (auto)reflexão sobre cada uma das vidas retratadas em cena, para construir um mapa afetivo de memórias e possibilidades, fixadas no texto de Joana Craveiro. Tudo isto, ao som da música intensa, mas também intimista, guerreira e libertadora dos Throes + The Shine, que era a música pedida por aqueles corpos.
 
 
 
 
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FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA:
Direção Artística Victor Hugo Pontes
Texto Joana Craveiro
Cenografia F. Ribeiro
Música Marco Castro e Igor Domingues (Throes + The Shine)
Direção Técnica e Desenho de Luz Wilma Moutinho
Figurinos Catarina Pé-Curto e Victor Hugo Pontes
Vídeo de Maria Remédio
Apoio Dramatúrgico Madalena Alfaia
Interpretação Alegria Gomes, Benedito José, Dúnia Semedo, João Pataco, Leopoldina Félix, Luís Nunes, Maria Augusta Ferreira, Mavatiku José, Nérida Rodrigues, Paulo Mota, Ricardo Cardoso Teixeira, Rolaisa Embaló, Sidolfi Katendi, Valter Fernandes, Yana Suslovets
Direção de Produção Joana Ventura
Produção Executiva Mariana Lourenço
Coprodução Artemrede, Nome Próprio e São Luiz Teatro Municipal Parcerias Municípios de Almada, Barreiro, Moita, Lisboa, Rumo-Cooperativa Social, CIES-IUL – Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Universitário de Lisboa Apoio à Residência Artística Centro de Experimentação Artística Apoio PARTIS III – Fundação Calouste Gulbenkian e República Portuguesa - Cultura I DGARTES – Direção-Geral das Artes
A Nome Próprio é uma estrutura em residência no Teatro Campo Alegre, no Porto, no âmbito do programa Teatro em Campo Aberto.
 
 
 
 
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BIOGRAFIA:
VICTOR HUGO PONTES
Nasceu em Guimarães, em 1978. É licenciado em Artes Plásticas – Pintura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Em 2001, frequentou a Norwich School of Art & Design, Inglaterra. Concluiu os cursos profissionais de Teatro do Balleteatro Escola Profissional e do Teatro Universitário do Porto, bem como o curso de Pesquisa e Criação Coreográfica do Fórum Dança. Em 2004, fez o curso de Encenação de Teatro na Fundação Calouste Gulbenkian, dirigido pela companhia inglesa Third Angel, e, em 2006, o curso do Projet Thierry Salmon – La Nouvelle École des Maîtres, dirigido por Pippo Delbono, na Bélgica e em Itália. Como criador, a sua carreira começa a despontar a partir de 2003 com o trabalho Puzzle. Desde então, vem consolidando a sua marca coreográfica, tendo apresentado o seu trabalho por todo o país, assim como em Espanha, França, Itália, Alemanha, Rússia, Áustria, Brasil, entre outros. Das suas mais recentes criações como encenador/coreógrafo destaca: Fuga Sem Fim (2011), A Ballet Story (2012), ZOO (2013), Ocidente, de Rémi de Vos (2013), Fall (2014), COPPIA (2014) em cocriação com Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves, Se alguma vez precisares da minha vida, vem e toma-a (2016), CARNAVAL (2016), a convite da Companhia Nacional de Bailado, Nocturno (2017), em cocriação com Joana Gama, Margem (2018), Drama (2019), Madrugada (2019), a convite da Companhia Nacional de Bailado, Os Três Irmãos (2020), Meio no Meio (2021) e Porque é Infinito (2021). Em março de 2007, venceu o 1.º Prémio com o trabalho Ícones no 2nd International Choreography Competition Ludwigshafen 07 – No ballet, em Ludwigshafen, Alemanha. Com o espetáculo A Ballet Story, foi nomeado, em 2013, para os Prémios SPA na categoria de Dança – Melhor Coreografia. Em 2019 venceu, o Prémio SPA na categoria de Dança – Melhor Coreografia, com o espetáculo Margem. Com o espetáculo Os Três Irmãos, em 2021, foi nomeado para o prémio de Melhor Coreografia, pela SPA. Integrou o programa DanceWeb 2017 do Festival ImPulsTanz em Viena, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, onde trabalhou com Jan Fabre, David Zambrano, Doris Uhlich, Benôit Lachambre, entre outros. É, desde 2009, o Diretor Artístico da Nome Próprio – Associação Cultural.
 
 
 
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Público geral | 100 min | M/12 | 8€ (inclui entrada livre para o documentário “Chegou a nossa vez” do dia 3 de abril)