Rancho Folclórico Luz dos Candeeiros

Porto de Mós
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Rancho Folclórico Luz dos Candeeiros, foi fundado em 22 de Maio de 1987, filiado na Federação do Folclore Português em 11 de Dezembro de 1989 e é sócio fundador da Associação Folclórica da Região de Leiria - Alta Estremadura, sendo parte integrante da secção cultural do Centro Cultural Recreativo e Desportivo do Arrimal.

Tem a sua sede em Arrimal, freguesia essencialmente agrícola, inserida na Serra dos Candeeiros, na parte ocidental e marcadamente rural do concelho de Porto de Mós. Representa a região etnográfica da Alta Estremadura.

Graças à iniciativa de um grupo de jovens, Arrimal viu o seu Rancho Folclórico surgir para que as tradições dos seus antepassados não se perdessem no tempo e ficassem a perpetuar pela vida fora. Assim, fizeram uma rigorosa recolha dos seus usos e costumes, das músicas e danças, dos trajes e bem assim da etnografia da sua comunidade cultural de antigamente, respeitando o seu valor socio-cultural que querem preservar e legar aos seus descendentes para todo o sempre. Dentro deste espírito comunitário deram o nome ao grupo referindo-se à “Luz” dos jovens e “Candeeiros” como homenagem à serra onde o Arrimal está inserido.

No logótipo do grupo estão expressos uma lamparina (típica da época que se propõem representar), simbolizando a Luz na Serra dos Candeeiros, o Arco da Memória (ex-libris histórico do Arrimal) e um moinho de vento, edificação da economia local muito abundante na Serra dos Candeeiros sendo uma das fontes primordiais de sustento familiar até meados do século XX.

O Rancho Folclórico Luz dos Candeeiros faz a sua representação no limite temporal de 1900 a 1940.

Dado o isolamento geográfico da localidade serrana as práticas rurais e as diversas tradições foram sendo perpetuadas e herdadas sem grandes alterações ou influências num maior espaço de tempo, chegando muitas aos nossos dias. Por outro lado, a proximidade com a actual região do ribatejo e com a ida dos ranchos de pessoas para os trabalhos sazonais naquela região recebeu destes bastantes influências e podendo verificar-se em algumas das modas, na forma elegante do dançar e agarrar o par.

Pretende assim o “LUZ DOS CANDEEIROS” levar de terra em terra as recordações dos seus antepassados, mantendo-as vivas e respeitando-as incondicionalmente em todos os aspectos.

Tem participado nos mais conceituados Festivais Nacionais e Internacionais de norte a sul do País, Açores (COFIT), Madeira e Porto Santo, no estrangeiro em Espanha, França, Itália e Menorca, sendo alguns deles no âmbito do CIOFF.

Contactos

Morada

Rua Outeiro, nº 15

Arrimal

2480-043 Arrimal - Porto de Mós

Outras informações

O Rancho Folclórico "Luz dos Candeeiros" tem a sua sede na Freguesia do Arrimal, Concelho de Porto de Mós e representa a região da Alta Estremadura. Arrimal, tem como ex-libris o Arco da Memória  mandado construir por D. Afonso Henriques, sendo o orgulho de toda a sua população rural.

Lagoas

Esta freguesia é bastante apreciada pela sua beleza natural: duas lagoas antigas, relativamente grandes, de origem tectónica, com poços em redor. 

As lagoas de Arrimal são dois admiráveis espelhos líquidos, rodeados de pequenos poços de pedra calcária.


A água das lagoas tem servido, desde há séculos para dessedentar os animais dos moradores desta freguesia e de outras vizinhas e a água dos poços utilizada para usos domésticos até ainda há relativamente pouco tempo. 

A Lagoa Grande aproveita a água da escorrência do Vale Espinho, enquanto a Lagoa Pequena, situada junto ao rossio da povoação de Arrimal, num recanto fértil polge da Mendiga, recolhe as águas da sua própria bacia.

Ainda existe uma terceira lagoa, esta de menores dimensões e encontra-se no lugar de
Portela de Vale Espinho a uma cota de 490m.

As três lagoas da freguesia de Arrimal têm poços em seu redor e estão próximas de terrenos fortemente argilosos.

Estas são um exemplo da formação de pequenas depressões superficiais, verdadeiros “oásis” no mar secura que as envolve. São enriquecidas pela presença próxima do Carvalho – Negral, uma espécie
vegetal rara na região.

Estas duas lagoas estão separadas por um outeiro no qual estão situados a Igreja Velha e o Cemitério. As duas lagoas são designadas em função do seu tamanho, Lagoa Grande a norte e Lagoa Pequena mais a sul perto da qual está situada a Igreja Nova, o Posto Médico, a Casa da Junta de Freguesia, um Lavadouro e o Centro Cultural, Recreativo e Desportivo do Arrimal.

Igreja Velha

Situada na freguesia de Arrimal, a Igreja Velha, como é designada pelos arrimalanos, é um dos templos mais bonitos e antigos do concelho. Construída em 1775 e votada ao abandono ao ser inaugurada a igreja nova em 08-08-1976.

No interior da igreja, podemos observar altares laterais, um coro-alto e um púlpito. Também tem um adro e alpendre, campanário e uma sacristia.

Ao lado da Igreja Velha, ainda é possível encontrar pedras tumulares, pois até 1930, data de construção no novo cemitério da freguesia de Arrimal, era aqui que os corpos eram sepultados.

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Até há pouco tempo os moradores desta freguesia dedicavam-se, quase exclusivamente à agricultura e pecuária para subsistência, predominando o olival, a cultura do milho, trigo, aveia, favas, tremoços, batatas, etc. Tudo de sequeiro.

Em Arrimal a agricultura era o principal meio de subsistência, embora começasse a existir já alguma exploração do maciço calcário estremenho, a pastorícia e os trabalhos domésticos, nomeadamente as tecedeiras, lavadeiras da lagoa.

Tal como referimos a agricultura era o principal meio de subsistência e como Arrimal é uma pequena localidade os bens agrícolas que produziam na sua maioria eram para autoconsumo, e, como seria de esperar, os arrimalanos saíam para outras paragens (lezírias e região saloia) para fazerem os trabalhos sazonais na agricultura, nomeadamente as ceifas, apanha da azeitona, vindimas, etc.
Hoje as gentes de Arrimal dedicam-se a diversas actividades económicas, e a agricultura, embora continue sendo desenvolvida, é em menor quantidade e destina-se apenas para consumo próprio.

No que diz respeito à exploração do maciço calcário estremenho este teve uma grande evolução. Se por um lado podemos afirmar que a extracção da pedra é hoje um grande benefício, pois dá emprego a muitas pessoas, por outro lado, deixa as nossas serras bastante danificadas e profundamente transfiguradas pela mão humana.

Ttlf: 964 642 755